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Cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno leva emoção e requinte à Arena de Verona

Evento contou com apresentações musicais, teatrais, de dança e emoção dos atletas

Neste domingo (22), a histórica Arena de Verona foi o palco da cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina. Mais antigo que o Coliseu, o anfiteatro reuniu os atletas, as delegações e o público em uma despedida simbólica emocionante, marcada por requinte e cuidado nas apresentações, fazendo ótimo uso dos espaços da arena – incluindo partes subterrâneas.

Visualmente já muito bonito, o local teve a adição de luzes, objetos cenográficos e decorações que mesclaram o estilo clássico romano, combinante à estética original, à modernidade. Houve apresentações de ópera – inclusive realizadas simultaneamente a peças teatrais e de dança – como também houve show do DJ italiano Gabry Ponte, que tocou um remix do hit global “Blue (Da Ba Dee)”, dos também italianos Eiffel 65. A música, lançada em 1999, teve o sucesso rememorado em 2023, com a versão “I’m Good (Blue)”, de David Guetta e Bebe Rexha.

A passagem da bandeira olímpica, momento que marca a transferência símbólica da sede dos Jogos Olímpicos, sintetizou o espírito da cerimônia. O rito foi encerrado com uma versão híbrida da Marselhesa, o hino da França: começou de maneira instrumental; teve, ao meio, uma voz à capela acrescentada; e foi finalizada com a adição de batidas eletrônicas regidas por um maestro e sua orquestra.

 

Campanha histórica do Brasil nas Olimpíadas de Inverno

 

Recordista e histórica, a delegação brasileira se divertiu no evento, tendo como porta-bandeira o baiano Edson Bindilatti, que encerrou sua trajetória olímpica após seis participações nos Jogos de Inverno (Salt Lake City 2002, Turim 2006, Sochi 2014, PyeongChang 2018, Pequim 2022 e Milão-Cortina 2026). Aos 46 anos, o baiano marca seu nome na história como o maior ícone dos esportes de inverno no Brasil.

Ex-atleta do decatlo, ele foi o responsável por profissionalizar o bobsled nacional, atuando como piloto e mentor de gerações. Porta-bandeira do Brasil, Edson deixa o gelo tendo liderado o trenó brasileiro em todas as quatro vezes que o país alcançou uma final olímpica na modalidade.

Além do fim do ciclo de Edson, um dos momentos mais marcantes da edição para o Brasil foi a conquista da primeira medalha do país nas Olimpíadas de Inverno, com Lucas Pinheiro. O atleta somou 2min25s na prova e garantiu o ouro inédito nos jogos.

No slalom gigante, prova que não é sua especialidade principal, Lucas mostrou que o espírito de garra é inerente ao seu sangue brasileiro. Superando todos os favoritos, marcou o esporte latino-americano com um resultado inédito. O pódio finalizou com os suíços Marco Odermatt (2min25s58c) e Loic Meillard (2min26s17c), em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Apenas oito países haviam conquistado medalhas no slalom gigante: Áustria, Suíça, Itália, França, Noruega, Estados Unidos, Suécia e Alemanha. Agora, o Brasil se juntou a eles, sendo a única nação sem neve a alcançar tal feito.

Fonte: Lance!

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