22 de julho de 2020

Imóveis: pandemia leva a busca por apartamentos maiores

Segundo levantamento do Apto, procura por apartamentos com 3 dormitórios cresceram 6%, além de edifícios com ampla área de lazer e terraço gourmet

De acordo com um levantamento do Apto, plataforma que conecta potenciais compradores de imóveis novos a construtoras e empreendimentos, a busca por apartamentos novos com 3 dormitórios aumentou 6% levando em consideração o 1º bimestre de 2020 em relação aos meses de abril e maio.

Segundo Alex Frachetta, CEO do Apto, é uma diferença muita grande para um curto espaço de tempo. “Em contrapartida, os apartamentos de 2 dormitórios recuaram 3%, de 42% para 39%. Percebemos que são os recém-casados, já pensando em ter filhos, e também as famílias com crianças, que estão procurando os imóveis de 3 dormitórios ou com mais área de lazer”, explica Alex.

O público do Apto são de pessoas que buscam imóveis seja na fase de lançamento, em construção, ou pronto para morar. Por isso, os imóveis do site contemplam econômicos, médio e alto padrão. Desse modo, alcança diversas rendas e formações familiares. “O perfil dos compradores ainda é o mesmo. Talvez o que tenha mudado agora seja a necessidade. As pessoas estão passando mais tempo em casa por causa do isolamento social, e por isso, querem espaço e conforto”, reflete Alex.

Outro dado interessante que o levantamento mostra é que houve um aumento de 5% nas buscas por edifícios com área de lazer e de 4% por novos apartamentos com terraço gourmet. Segundo Alex, quando uma pessoa busca dessa forma, está atrás de condomínios clube, com mais espaço. “As famílias querem ter mais distração, sem sair do prédio, além de mais espaço no apartamento para convidar os amigos e parentes”, finaliza.

Essa mudança de comportamento nas buscas por imóveis, reflete que sempre houve interesse pela compra, mesmo durante a pandemia e que com a retomada, o mercado imobiliário deve aquecer. Uma pesquisa recente da consultoria Brain Inteligência Estratégica constatou que, entre as pessoas que tinham intenção de comprar um imóvel, 22% efetivaram a compras em junho, 6% acima dos dados de março (primeiro mês da pandemia).

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